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domingo, 6 de julho de 2014

Xiangqi

O Xiangqi é similar ao shogi e ao xadrez e supostamente partilha um ancestral comum com esses dois jogos: o Chaturanga, esta teoria é contestado pelo especialista Samuel Howard Sloan. Vale destacar que no passado (pré-1000 a.C.) o nome Xiangqi foi aplicado a outros jogos de tabuleiro além do xadrez chinês. Segundo Samuel Howard Sloan o xadrez original (anterior ao chaturanga) foi criado na China em 204-203 a.C. por Han Xin, um líder militar, embora a maioria dos especialistas ocidentais não aceite essa tese. Há duas referências ao xadrez na antiga literatura chinesa. A primeira foi de uma coleção de poemas conhecida como "Chu Chi" durante a Dinastia Chou (1046 - 255 a.C.). A segunda é de um famoso livro conhecido como "Shuo Yuan". Ambos são bem conhecidos na literatura chinesa.

bispo

O predecessor do bispo no Shatranj era o Alfil ou Pīl, que podia se mover duas casas em diagonal, pulando a primeira mesmo quando esta estava ocupada. Como consequência, cada Alfil ficava restrito a oito casas do tabuleiro e não podia atacar o Alfil adversário. O Bispo moderno surgiu primeiro por volta do século XII no Xadrez Courier. Uma peça com este movimento, chamada cocatriz ou crocodilo era parte do Grande Acedrez no livro de jogo compilado em 1283 pelo Rei Afonso X de Castela. O jogo é atribuído como de origem indiana, até então um termo vago. Aproximadamente meio século depois, Muḥammad ibn Maḥmud al-Āmulī em seu livro Tesouros da ciência descreve uma forma de xadrez expandida com duas peças que "moviam-se como a torre porém obliquamente". Tal peça era denominada dabbabah, o nome empregado para um telhado portátil utilizado por soldados atacando uma muralha protegida por arqueiros, líquidos fervendo, e outros artefatos militares utilizados pelos defensores. Dois livros do final do século XV descrevem a nova movimentação do Bispo: o Libre Del jochs partits dels schachs em nombre de 100 de Francesc Vicent, perdido em 1811 durante um saque dos soldados de Napoleão ao Mosteiro de Montserrat, e o Repetición de amores e arte Del axedres com CL iuegos de partido de Luiz Ramíriz de Lucena, impresso na cidade de Salamanca e dedicado ao recém falecido príncipe Don Juan, filho de Fernando e Isabel de Castela. Ao invés de se mover pulando somente uma casa, poderia percorrer o caminho diagonal desde seu caminho não estivesse impedido. A origem do nome é obscura. Acredita-se que tenha sido provocada pelo formato abstrato do Pīl, com duas protuberâncias no topo, que originalmente simbolizavam as presas de um elefante, fizesse lembrar a mitra dos bispos. A tradução do nome da peça a partir do árabe, diferente das outras peças, não foi homogênea. Na Espanha, influenciada diretamente pelos árabes, se reteve o nome original "Alfil", enquanto na Itália foi modificado para Alfiere, com o significado de porta-estandarte. Na França a peça foi nomeada inicialmente como Aufin e posteriormente como Fou, com o significado de bobo da corte, que permanece até a atualidade. Na Alemanha e Dinamarca a peça é empregada com o significado de corredor, Läufer e Looper, respectivamente. Em países sob influência nórdica, a peça adquiriu o significado de Bispo, o que provavelmente teve influência da posição da peça ao lado do Rei no tabuleiro e o status da Igreja como principal conselheira da monarquia.

chaturanga

Não é possível estabelecer uma comparação entre o chaturanga e jogos de tabuleiro mais antigos. O conhecimento de jogos de tabuleiros indianos mais antigos é vago porque a literatura Brahmane e Sutras era religiosa e quase totalmente poética. Somente literaturas posteriores incluiam objetos seculares. Embora termos indicando jogos de tabuleiro sejam vagos em relação as regras, o termo Ashtāpada (8x8) e dasapada (10x10) são úteis pois empregam o mesmo tabuleiro monocromático que outras variantes de xadrez antigas. O significado da palavra Ashtāpada é estabelecido por Patañjali no livro Mahābhāshya escrito no século II, como um tabuleiro em que cada linha tem oito casas monocromáticas, sendo o termo um objeto familiar. Chaturanga é um adjetivo composto por duas palavras, chatur que significa "quatro" e anga que significa "membro" e tem o significado literal de "quadripartido". Em seu sentido original aparece no Rigvēda em referência as quatro partes do corpo humano e no Shatapatha Brahmana. O termo apareceu também no Mahābhārata que existe desde o século V, Ramayana (Séc. V a.C.), Nitisara (Kamandaki) do início da era cristã e no atharva veda Parsistas (~250) tanto com a palavra bata (exército) ou como substantivo neutro ou feminino no sentido de "exército composto por quatro membros" e "exército" em geral, ficando claro o uso da palavra como nome do exército em sânscrito. O significado destas quatro partes fica claro da conexão da palavra chaturanga com bigas, elefantes, cavalaria e infantaria no Ramayana, no Mahābhārata e no Amarakosa no qual o exército é expressamente chamado de hasty-ashwa-ratha-padatam que era a composição do exército desde IV a.C. de acordo com relatos gregos da invasão do noroeste indiano por Alexandre, o grande. O historiador grego Megástenes passou algum tempo na corte de Pataliputra no Séc. III a.C. e afirmou que havia seis divisões no exército: Elefantes, Bigas, Cavalaria, Soldados, suprimentos e barcos. (hasty-aswa-ratha-padati-senepati-karmakara).