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domingo, 20 de outubro de 2013

Enheduana

Enheduana ou En-hedu-ana foi uma princesa do Império Acádio que viveu no século XXIII a.C. (supõe-se que entre 2 285 e 2 250 a.C.), sendo a primeira mulher na história a tomar o posto de Alta Sacerdotisa (sábia), servindo ao templo da lua Nana, na cidade suméria de Ur .Foi também a primeira autora da literatura universal, da filosofia e da história da ciência, devido ao fato de que, apesar de haver outros autores (como, por exemplo, os escribas), ter sido Enheduana a primeira a assinar suas obras. Ela é frequentemente identificada como filha do rei Sargão da Acádia, mas tal atribuição não significa que fosse, de fato, sua descendente. Trata-se, mais provavelmente, de um título honorífico a respeito dos quais os historiadores ainda especulam. A grande importância do cargo de sacerdotisa da deusa lua fez dela uma pessoa muito poderosa, pois nestes templos ela dirigia toda sorte de atividades, desde o comércio, artes, agricultura; também eram ensinados matemática, ciências e especialmente o movimento das estrelas e dos planetas sobre os quais Enhedeuana procurou entender o movimento dos planetas pesados. Ela é conhecida como a autora de 42 hinos relativos a templos acádios em diferentes cidades e três hinos (em sua maioria poemas narrativos) a Inana, dos quais há fragmentos (Ninmeshara, Inninshagurra e Nimehussa), além de conter a obra "A Ascensão de Inana" (ou "O Despertar de Inana"). Os hinos são considerados o primeiro esforço registrado na História para compor uma teologia sistemática. Enheduana é geralmente considerada como portadora de enorme erudição e sabedoria. A primeira prova arqueológica da existência consiste num disco de alabastro (atualmente no Museu da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos), descoberto por Sir Leonard Woolley em 1925.

Nanibgal

Nanibgal (DNANIBGAL ANANNAGA, DNÁNIBGAL), também conhecida como Nisaba ou Nidaba (DNÍDABA, DNIDABA) era a deusa suméria da fertilidade, em particular da palma e da cana. Durante a dominação assíria, ela passou a ser a deusa da escrita, aprendizado e astrologia. Seu santuário era o templo É-zagin em Uruk e em Umma. Em uma representação encontrada em Lagash, a deusa apresenta um cabelo que flui como um rio, coroada com uma tiara de chifres, orelhas que eram espigas de milho e um crescente lunar. Sua cabeleira densa e farta evoca comparações com a Enkidu, que possui uma descrição similar no Épico de Gilgamesh. Apesar de ter sido considerada principalmente a deusa da fertilidade, ela foi primariamente venerada como deusa do aprendizado. Nidaba é a patrona da escrita e atua como instrutora e guardiã do conhecimento para homens e deuses igualmente. Nidaba foi tutora do deus babilônio Nabu, o filho de Marduk. Nos contos antigos, Nidaba era a escriba chefe de Nanshe, a deusa da justica social. Nidaba tinha como tarefa vigiar todos os que entravam no templo procurando auxilio, determinando se eles eram ou não permitidos de continuar no templo após a decisão de Nanshe. Como deusa da escrita, ela foi venerada em escolas de escribas. Era costume finalizar a composição com uma oração a Nisaba, e em muitos tabletes existe uma linha final no texto em honra a deusa. Nidaba olhou ternamente para Enki, a quem assistiu em estabelecer um lugar de aprendizado. Seu parentesco é disputado ou disputado, mas como às vezes é apontada como irmã de Nanshe, pode ser que seja filha de Enki e Ninhursag, a deusa da Terra, sua mãe. Alguns textos ocasionalmente apontam Enlil como seu pai. Essas ligações de parentesco são incertas, não se sabe se representam relações sanguíneas ou mera associação, pode ser que se referir a um deus como pai nada mais é do que um título de honra e respeito.

Cartas de Amarna

La escritura apareció en el Antiguo Egipto entre 3300 y 3100 a. C. Los primeros signos tomaron forma de imágenes de la vida real. Estos signos que hoy en día llamamos “jeroglíficos”, tomado del griego como sagradas escrituras, y quienes a su vez lo habían capturado muy probablemente del término egipcio medu necher, algo así como “palabras de los dioses”. Se creía que los signos en sí mismos poseían propiedades mágicas y divinas, su asociación con el culto fue inmediato. Asimismo, con el transcurso del tiempo, cuando el contexto no requería una escritura formal, comenzó a aparecer otra forma de escritura: la escritura “hierática”. Dentro de la sociedad egipcia, sólo los componentes de la nobleza, el clero y el centro burocrático del estado egipcio conocían la escritura. Dentro de este sector se forjó una clase social que, con el transcurso del tiempo, se convirtió en una verdadera casta: los escribas. Ya un siglo antes del alzamiento al poder del faraón Ajenatón, los reyes del Imperio Nuevo habían llevado las fronteras del reino hacia el sur, algo más de mil trecientos kilómetros dentro de Nubia, apoderándose y manteniendo el control de las ricas minas de oro, metal que les proveería para comprar suficientes recursos junto con el suministro necesario de hombres para el reclutamiento de los ejércitos. Hacia el norte, el imperio había sometido a los pequeños gobernantes desde Palestina hasta el norte de Siria, llegado casi a las orillas del Éufrates. Estas cartas consisten en tablillas cuneiformes, escritas en su mayoría en acadio, lengua diplomática internacional para este periodo. Fueron descubiertas por egipcios de la zona alrededor de 1887, durante excavaciones clandestinas realizadas en la ciudad en ruinas (originalmente fueron almacenadas en un antiguo edificio que los arqueólogos han llamado desde entonces la Oficina de correspondencia del faraón) y vendidas en el mercado de antigüedades. Una vez determinado el lugar del hallazgo, las ruinas fueron exploradas en busca de más. El primer arqueólogo que excavó con éxito fue William Flinders Petrie en 1891-92, el cual encontró 21 fragmentos. Émile Chassinat, entonces director del French Institute for Oriental Archaeology en El Cairo, adquirió dos tablillas más en 1903. Desde la edición de la correspondencia de Amarna, Die El-Amarna Tafeln, en dos tomos (1907 y 1915), por el asiriólogo noruego Jørgen Alexander Knudtzon, otras 24 tablillas, o fragmentos de tablillas han sido encontradas, bien en Egipto, o identificadas en las colecciones de varios museos. Las tablillas originalmente recuperadas por egipcios de la zona han estado dispersas entre museos de El Cairo, Europa y los Estados Unidos: 202 o 203 están en el Vorderasiatischen Museum en Berlín; 49 o 50 en el Museo Egipcio de El Cairo; siete en el Louvre; tres en el Museo de Moscú; y una está actualmente en la colección del Oriental Institute en Chicago. El archivo completo, que también incluye correspondencia del reinado precedente, de Amenhotep III, contenía más de trescientas cartas diplomáticas; el resto es una miscelánea de materiales literarios o educativos. Estas tablillas arrojaron mucha luz sobre las relaciones de Egipto con Babilonia, Asiria, Mitani, los Hititas, Siria, Canaán y Alashiya (Chipre). Son importantes para establecer tanto la historia como la cronología del periodo. En sí, el periodo que abarca la correspondencia comprende los reinados de Amenhotep III, Ajenatón, Semenejkara, Tutanjamón (Tutankamon) y probablemente Ay. La traducción de las cartas ha resultado ser muy dificultosa debido a que los escribas de la cancillería egipcia usaban una lengua que no les era propia, sino enseñada, derivado del viejo babilónico modificado con innovaciones canáneas, más aún cuando las enseñanzas pasaban de generación en generación de escribas egipcios; siendo este método muy proclive a deformación.

Nínive

Nínive (em acadiano: Ninua; neo-aramaico assírio: ܢܝܢܘܐ; em hebraico: נינוה, Nīnewē; em grego: Νινευη; em latim: Nineve; árabe: نينوى, Naīnuwa), uma "cidade excessivamente grande", como é chamada no Livro de Jonas, jazia na margem oriental do rio Tigre, na antiga Assíria, através do rio da importante cidade moderna de Mosul, no estado de Ninawa do Iraque. Os montículos antigos de Nínive, Kouyunjik e Nabī Yūnus, estão localizados num nível da planície perto da confluência do rio Tigre e Khosr com uma área de 1800 acres circunscrita por uma muralha de tijolos de 12 kilômetros. Esse espaço extensivo inteiro é hoje uma imensa área de ruínas sobreposta em partes pelos novos subúrbios da cidade de Mosul. Nínive era uma junção importante para as rotas comerciais cruzando o Tigre. Ocupando uma posição central na grande estrada entre o Mar Mediterrâneo e o Oceano Índico, assim unindo o Oriente e o Ocidente, recebia a riqueza que fluía de várias fontes, tornando-se logo uma das maiores cidades antigas da região. Textos do período helenístico e outros posteriores ofereceram um epônimo, Ninus, como o fundador de Nínive. A Nínive histórica é mencionada por volta do século XVIII a. C. como um centro de adoração a Ishtar, cujo culto foi responsável pela antiga importância da cidade. A estátua da deusa foi enviada ao faraó Amenófis III do Egito no século XIV a.C., por ordens do rei de Mitanni. A cidade de Nínive foi vassala do reino de Mitanni até meados do século XIV a.C., quando os reis assírios de Assur a capturaram. Não há um corpo largo de evidência que mostre que monarcas assírios tenham construído o que quer que seja em Nínive extensivamente durante o segundo milênio a.C. Monarcas tardios, cujas inscrições aparecerem na cidade alta, foram Shalmaneser I e Tiglath-Pileser I, dois construtores ativos de Assur; o último fundou Calah Nimrud. Nínive esperou pelos reis neo-assírios, particularmente do tempo de Asurbanipal II (883-859 a.C.) em diante, para sofrer uma considerável expansão arquitetônica. A partir de então, monarcas sucessivos a mantiveram em manutenção e fundaram novos palácios, templos para Sin, Nergal, Shamash, Ishtar e Nabu. Seção de baixo-relevo refinada da caça de um touro de Nínive, alabastro, cerca 695 a.C. no Museu Pergamom de Berlim. Foi Senaqueribe quem fez de Nínive uma verdadeira cidade magnificente (c. 700 a.C.). Ele projetou novas estradas e quadras e construiu o famoso “palácio sem rival”, cujo plano tem sido quas inteiramente recuperado e tem dimensões totais de cerca de 503 metros. Ele continha pelo menos 80 salas, muitas das quais eram preenchidas de esculturas. Um largo número de tabletes cuneiformes foram encontrados no palácio. A fundação sólida foi feita de blocos de calcário e tijolos de barro; tinha 22 metros de altura. No total, as fundações eram feitas de aproximadamente 2680000 metros cúbicos de tijolos (aproximadamente 160 milhões de tijolos). As paredes no topo, feitas de tijolos de barro, eram uma altura adicional de 20 metros. Algumas da principais entradas eram ladeadas por figuras colossais de pedra em portas pesando cerca de 30000 quilos; entre elas estavam leões alados ou touros, com cabeça de homem. Esses eram transportados de pedreiras em Balatai e tinham de ser elevados 20 metros uma vez que chegavam ao local, presumivelmente por uma rampa. Existiam também 3000 metros de painéis de pedra entalhados em baixo relevo, que incluíam registros pictóricos documentando cada passo da construção, incluindo a entalhação das estátuas e o seu transporte numa barcaça. Uma figura mostra 44 homens rebocando uma estátua colossal. A escultura mostra três homens dirigindo a operação enquanto se apóiam no Colosso. Uma vez que as estátuas chegavam a sua destinação a escultura final era feita. A maior parte das estátuas pesava entre 9000 e 27000 quilos. As esculturas em pedra nas paredes incluem cenas de batalhas, empalamentos e cenas dos homens de Senaqueribe desfilando os despojos de guerra diante dele. O rei também se vangloriou de suas conquistas: ele escreveu de Babilônia “Seus habitantes, jovens e velhos, eu não poupei, e com seus corpos eu preenchi as estradas da cidade.” Ele escreveu posteriormente sobre uma batalha em Lachish “E Ezequias de Judá, que não se submeteu ao meu jugo... Ele eu tranquei em Jerusalém, sua cidade real, como um pássaro enjaulado. Impostos na terra eu impus sobre ele, e todos vindos dos portões dessa cidade foram obrigados a pagar por seu crime. Suas cidades que eu saqueei eu cortei de sua terra”. Nessa época a área total de Nínive compreendia cerca de 7 quilômetros, e 15 grandes portões penetravam suas muralhas, Um sistema elaborado de 18 canais traziam água das colinas a Nínive, e muitas seções de um aqueduto magnificente eregido por Senaqueribe foram descobertos em Jerwan, cerca de 65 quilômetros distante. 6 A área cercada tinha mais de 100 mil habitantes (talvez até 150 mil), cerca de três vezes mais do que Babilônia na época, colocando-a entre os mais largos estabelecimentos pelo mundo. A grandeza de Nínive teve duração curta. Por volta do ano 633 a.C. o Segundo império Assírio começou a mostrar sinais de fraquezas, e Nínive foi atacada pelos medas, que por volta do ano 625 a.C., aliaram-se aos caldeus e sussianos, e a atacaram novamente. Nínive caiu em 612 a.C., e foi arrasada até o chão. O povo na cidade, que não pôde escapar para as últimas fortalezas assírias no oeste, foi massacrado ou deportado. Muitos esqueletos não enterrados foram encontrados por arqueólogos no sítio. O Império Assírio então acabou, e os Medas e Babilônios dividiram suas províncias entre si. Seguindo a derrota em 612 a.C., o local permaneceu desocupado por séculos até o período Sassânida. A cidade é mencionada novamente na Batalha de Nínive de 627 d.C., que foi um combate entre o Império Romano do Oriente e o Império Sassânida travado nas proximidades da cidade antiga. Desde a conquista árabe em 637 d.C. (veja Conquista islâmica da Pérsia) até os tempos modernos, a cidade de Mosul na margem oposta do rio Tigre se tornou a sucessora da antiga Nínive. Na Bíblia, Nínive é primeiramente mencionada em Gênesis 10:11: “Ashur deixou aquela terra e construiu Nínive”. Algumas traduções modernas interpretam Ashur no hebraico deste verso como o país “Assíria” antes que uma pessoal, assim fazendo Nimrod o construtor de Nínive. Apesar do livro de Reis e o livro das crônicas falarem bastante sobre o Império Assírio, Nínive não é notada até os dias de Jonas, quando é descrita (Jonas 3:3; 4:11) como uma “cidade excessivamente grande com três dias de jornada”, provavelmente em circuito. Isso daria uma circunferência de aproximadamente 100 kilometros. É também possível que se tomasse três dias para cobrir todas a proximidade andando, o que iria estar de acordo com o tamanho da Antiga Nínive. As ruínas de Kouynjik (Nimrud), Karamles e Khorsada formam os quatro cantos de um quadrângulo irregular. As ruínas de Nínive, com toda a área incluindo o paralelolgrama que elas formam por linhas desenhadas de uma a outra, são geralmente vistas como consistindo desses quatro cantos. O livro de Jonas retrata Nínive como uma cidade cruel merecedora da destruição. Deus manda Jonas para profetizar contra a cidade, e os ninivitas se arrependem. Como resultado, Deus poupa a cidade; quando Jonas protesta contra isso, Deus afirma que ele está demonstrando piedade pela população que ignora a diferença entre o certo e o errado. ) Nínive era a florescente capital do império Assírio (2Reis 19:36); e foi, ostensivamente, a casa do Rei Senaqueribe, Rei da Assíria, durante o reinado bíblico do rei Ezequias e da carreira profética de Isaías. De acordo com as escrituras, Nínive foi também o lugar onde Senaqueribe morreu nas mãos de seus dois filhos,após derrota de seu numeroso exercito(segundo a biblia por apenas um anjo enviado por Deus[2Cr 32:21])seus filhos fugiram para a terra de Ararate. O livro do profeta Nahum é quase exclusivamente uma coleta de denúncias contra essa cidade.

clay archives of Nippur

Nippur was excavated for 19 seasons between 1948 and 1990 by a team from the Oriental Institute of Chicago, joined at times by the University of Pennsylvania Museum of Archaeology and Anthropology and the American Schools of Oriental Research. As at Tello, so at Nippur, the clay archives of the temple were found not in the temple proper, but on an outlying mound. South-eastward of the temple quarter, without the walls above described, and separated from it by a large basin connected with the Shatt-en-Nil, lay a triangular mound, about 7.5 m in average height and 52.000 m² in extent. In this were found large numbers of inscribed clay tablets (it is estimated that upward of 40,000 tablets and fragments have been excavated in this mound alone), dating from the middle of the 3rd millennium BC onward into the Persian period, partly temple archives, partly school exercises and text-books, partly mathematical tables, with a considerable number of documents of a more distinctly literary character. For an account of one of the most interesting fragments of a literary or religious character, found at Nippur, see below. Almost directly opposite the temple, a large palace was excavated, apparently of the Seleucid period, and in this neighborhood and further southward on these mounds large numbers of inscribed tablets of various periods, including temple archives of the Kassite and commercial archives of the Persian period, were excavated. The latter, the "books and papers" of the house of Murashu, commercial agents of the government, throw light on the condition of the city and the administration of the country in the Persian period, the 5th century BC. The former give us a very good idea of the administration of an ancient temple. The whole city of Nippur appears to have been at that time merely an appanage of the temple. The temple itself was a great landowner, possessed of both farms and pasture land. Its tenants were obliged to render careful accounts of their administration of the property entrusted to their care, which were preserved in the archives of the temple. We have also from these archives lists of goods contained in the temple treasuries and salary lists of temple officials, on tablet forms specially prepared and marked off for periods of a year or less. On the upper surface of these mounds was found a considerable Jewish town, dating from about the beginning of the Arabic period onward to the 20th century AD, in the houses of which were large numbers of incantation bowls. Jewish names, appearing in the Persian documents discovered at Nippur, show, however, that Jewish settlement at that city dates in fact from a much earlier period.

Nippur

Nippur (sumerio: Nibru, acadio: Nibbur) fue una antigua ciudad sumeria cuyos primeros restos datan del V milenio a. C. En Nippur se hallaba el templo principal del dios del cielo y de la creación Enlil. La identificación iba hasta el punto que en la escritura sumérica cuneiforme las palabras "Nibru" (Nippur) y "Enlil" se escribían de la misma forma. Junto al actual campo de ruinas existe una aldea aún poblada conocida en árabe como Niffer. El importante papel como centro religioso se mantendría durante los períodos siguientes como el acadio, la segunda dinastía de Lagash o la tercera dinastía de Ur. De la última época datan los típicos templos sumerios hallados. Actualmente las ruinas de Nippur se encuentran a 32°7′ N 45°10′ a unos 160 km al sureste de Bagdad, cerca de la actual Diwaniya, en Irak. La ciudad se situaba en ambas orillas del Shatt-en Nil, uno de los cauces más antiguos del Éufrates.1 El cauce del río cambió de ubicación en varias ocasiones a lo largo de la historia y actualmente sus ruinas se encuentran entre el Éufrates y el Tigris. Nippur estaba dividida en dos partes por el río, el punto más alto entre estas ruinas es una colina cónica que se levanta unos 30 m sobre el nivel de la planicie que la rodea al noreste del cauce del canal, conocido entre los árabes como "Bint el-Amiror" (la hija del príncipe). Los restos más antiguos de la ciudad están datados hacia el V milenio a. C., durante el período de El Obeid. Ya en esta primera etapa la ciudad contenía un templo, situado en el mismo sitio que el de las últimas etapas, el Ekur. A finales del milenio siguiente (finales del período de Uruk y Yemdet Nasr) también se encontraba poblado el montículo situado a la otra orilla del río. Durante el período Dinástico Arcaico y el Imperio Acadio (III milenio a. C.) se amplió el Ekur y se construyeron un templo a Inanna y la muralla. Este fue un período de gran crecimiento. Sin embargo, en los tres primeros siglos del II milenio la ciudad perdió población. Hacia el siglo XVIII a. C. el Éufrates cambió su curso, alejándose de la ciudad, lo que provocó que en pocas décadas fuese abandonada. No se repobló hasta el siglo XIV a. C., cuando el curso del Éufrates regresó, ya no por el canal central si no al oeste de la ciudad; en esta etapa los templos se reformaron y se construyeron palacios. La ciudad cayó de nuevo en decadencia entre los siglos XII y IX a. C. De nuevo floreció en el siglo VIII a. C. y durante los reinados de Shamash-shum-ukin y Asurbanipal se reconstruyeron los templos y el zigurat. Durante el siglo VI a. C. la ciudad había entrado en decadencia. Se sabe que en esa época existían grandes comunidades de deportados residiendo en la ciudad. Los deportados provenían de todos los reinos periféricos de Mesopotamia y habían llegado a la ciudad a través de la práctica neobabilónica de trasladar a los pueblos conquistados. Esta práctica se hizo famosa por el exilio judío en Babilonia, relatado en la Biblia. Durante el dominio persa los templos fueron una vez más reconstruidos y la ciudad aumentó su población. Esta situación continuó bajo el dominio de los imperios Seléucida y Parto. Hacia el siglo I de nuestra era, Nippur era una de las mayores ciudades de Mesopotamia; es en esta etapa cuando se construye El Patio de las Columnas. Con la llegada de los persas Sasánidas Nippur mantuvo su posición y durante la Dinastía Abasí, ya en la época islámica, vivió un nuevo florecimiento. Posteriormente la población se abandonó hasta el siglo XIV, donde volvió a adquirir características de ciudad. Finalmente, con la llegada de los Otomanos, la ciudad decayó hasta nuestros días, que conserva tan solo una pequeña aldea. El tell o montaña de ruinas de Nippur llamó la atención de los arqueólogos desde mediados del siglo XIX. En 1851, el aventurero inglés Austen Layard realizó una expedición que tuvo que abandonar pasados unos días por el clima de la zona. En los años 1880 la Universidad de Pensilvania comenzó a trabajar en Nippur encontrándose más de 15.000 tabillas. Después de las dos guerras mundiales las excavaciones fueron continuadas por el Instituto Oriental de Chicago, en colaboración con la Universidad de Pensilvania y la Escuela de Investigación Oriental de Bagdad; excavaciones que han continuado hasta la década de 1990.

hicsos

Os hicsos (do egípcio heqa khasewet, "soberanos estrangeiros"; em grego: Ὑκσώς ou Ὑξώς; em árabe: الملوك الرعاة, "reis pastores") foram um povo asiático que invadiu a região oriental do Delta do Nilo durante a décima segunda dinastia do Egito, iniciando o Segundo Período Intermediário da história do Antigo Egito. São mostrados na arte local vestindo os mantos multicoloridos associados com os arqueiros e cavaleiros mercenários mitanni (ha ibrw) de Canaã, Aram, Kadesh, Sídon e Tiro. O termo grego Hicsos deriva do egípcio Hik-khoswet, e significa "governantes de países estrangeiros". Flávio Josefo, historiador judeu do Século I d.C., preferiu verter por "pastores cativos", em vez de "reis pastores". O único relato pormenorizado sobre os Hicsos em qualquer antigo escritor é uma passagem não fidedigna duma obra perdida de Manetão (sacerdote egípcio e historiador do Século III a.C.), citada por Flávio Josefo em sua réplica a Apião. É interessante que Josefo, afirmando citar Manetão palavra por palavra, apresenta o relato de Manetão como associando os Hicsos directamente com os israelitas, talvez pelo fato de que ambos os grupos eram invasores estrangeiros e hostis; porém um grupo era sul-semitóide e o outro não. O "Período dos Hicsos" ainda obscuro da história do Egipto, é entendido muito imperfeitamente. É consensual que os Hicsos foram uma vaga de povos asiáticos do corredor sírio-palestino e dos desertos limítrofes que ocupou gradualmente o Delta do Nilo, em busca de alimentos. O período consistiu essencialmente na mudança de governantes e na forma de administração. Provavelmente a interface comercial era de semitas e a interface tecno-militar, de indoeuropeus migrantes do vale do Indo; os hicsos na origem eram mais uma aliança de povos e um evento cultural e tecnológico, mais do que invasores militares propriamente ditos. Em copta, Hakasu: estrangeiros, pastores, nómades. A morte do Faraó Sebekneferu (aprox. 1780 a.C.) e a tomada de poder por Amósis (aprox. 1570 a.C.) podem ser determinadas com uma certa segurança. Tendo a data da morte de Sebekneferu ocorrido aproximadamente em 1780 a.C., e tendo Amósis se tornado Faraó por volta de 1570 a.C., o Segundo Período Intermédio teve uma duração não superior a cerca de 220 anos. Os historiadores modernos acreditam que as citações de Antonio não são exactas ao associarem o termo Hicsos exclusivamente ao povo israelita. Mas, eles aceitam a ideia de uma conquista pelos Hicsos. Isto se deve principalmente a que podem achar pouca ou nenhuma informação nas antigas fontes egípcias para encher os registros do Segundo Período Intermédio que supostamente abrange da 14.ª Dinastia a 17.ª Dinastia. Por este motivo, os eruditos presumem que houve uma desintegração de poder egípcio. Os vestígios arquelógicos atualmente disponíveis conhecidos não confirmam e nem negam a ideia que os Hicsos tenham conquistado militarmente o Delta do Nilo; é certo que houve um sistema de fortalezas no Levante nos anos finais do período. Muitos comentadores bíblicos situam a entrada de José no Egipto, a sua ascensão a segundo governante do Egipto ou Vizir, a entrada de Jacó e sua família, no "Período dos Hicsos", no Segundo Período Intermediário. O livro bíblico de Génesis mostra que o Egipto era bem receptivo aos estrangeiros desde o tempo do nômade Abraão. Mas é bem possível que o relato de Manetão sobre os Hicsos seja a versão egípcia oficial dos sacerdotes no esforço de justificar a permanência do povo israelita no Egipto durante 215 anos e no destaque que José e Moisés obtiveram (José, como Vizir, e Moisés, como um príncipe da Casa Real).

Eridu

Eridu (Sumeriano: URU.DU(G)KI, Eridug;, NUN.KI, "Lugar Poderoso" ou "Lugar do Príncipe") foi uma cidade antiga localizada a 11,2 quilômetros a sudoeste de Ur, hoje conhecida como Tell Abu Shahrain no Governorado Dhi Qar, no Iraque. Eridu representava a extremidade sul do conglomerado de cidades que se desenvolveu ao redor de templos na Suméria, país no sul da Mesopotâmia. As cidades geralmente eram construídas tão próximo umas das outras que quase podiam visualizar-se umas às outras a olho nu. Acredita-se que Eridu foi fundada junto à boca do rio Eufrates. Com o acúmulo milenar de lama e barro às margens do rio, entretanto, os restos da cidade tiveram sua posição alterada, encontrando-se agora em Aby Shahrain, no Iraque, a certo distanciamento do golfo. Investigações arqueológicas tomaram lugar na década de 1940, provando que o assentamento mais antigo da região provavelmente ocorreu por volta de 5.000 a.C. De acordo com Oppenheim, "em última instância, toda a parte sul mergulhou em estagnação, relegando a iniciativa política aos governantes das cidades nortistas." Isso culminou no ostracismo da cidade em 600 a.C. Na lista de reis sumérios, diz-se que em Eridu regeram os primeiros reis: Quando o Dom da Realeza desceu dos céus, ela tomou seu lugar em Eridug. Em Eridug, Alulim tornou-se rei; ele reinou por 28.800 anos. Alaljar reinou por 36.000 anos. Dois reis; eles reinaram por 64.800 anos. Então Eridug caiu, e a majestade foi transferida para Bad-tibira. A lista dos reis sumérios mostra governos curiosamente longos aos reis que precederam o "dilúvio". Eridu era a cidade menos desenvolvida com elevados níveis de pobreza praticamente só o rei que era "melhor de vida" mesopotâmica. Tomou lugar entre os Apkallu, os sete sábios famosos. Era um mortal de linhagem divina que, como muitos heróis gregos, encontrava-se no limiar entre dois mundos. Ao quebrar as asas do Vento Sul, que tinha virado seu barco de pesca, Adapa foi chamado para prestar contas frente a An (ou Anu). Ea, seu deus protetor, o preveniu quanto ao uso de alimentos durante sua estada no céu, terminando por privá-lo da imortalidade naquele momento. Na corte da Assíria, médicos especiais, nas extremidades sulistas da região, treinados na sabedoria anciã de Eridu, previam ou profetizavam o aparecimento de doenças a partir de sinais e do comportamento do corpo de pacientes – idéia essa que não deve ser de imediato associada ao conceito de "sintomas" do ponto de vista contemporâneo, já que usavam-se de encantamentos e recursos mágicos. Na mitologia Suméria, Eridu representava a moradia do deus Enki, a contraparte sumeriana do deus da água Ea. Como todos os outros deuses babilônicos e sumérios, Enki/Ea teve seu início como deus local, mais tarde vindo a partilhar, de acordo com a cosmologia sumeriana, a regência do cosmo junto a An (ou Anu) e a Enlil. Seu reino era constituído das águas que cercavam o mundo e descansavam sob ele.

deusa mãe

Uma deusa mãe (ou deusa-mãe) é uma Deusa, por vezes associada à Mãe Terra; é representada como uma deusa geradora da vida, da natureza, águas, fertilidade e cultura; geralmente sendo a generosa personificação da Terra. Conhecidas como gadesh (sagrado) 1 na maioria das civilizações pagãs as deusas são criadoras do Universo, geram a vida, a cultura, a agricultura, a linguagem e a escrita, resultando numa complexa estrutura teológica, tais como: Deusa Sarasvati, honrada como inventora do alfabeto original; a Deusa celta da Irlanda, Brigit, honrada como deusa da linguagem; Deusa Nidaba da Suméria (civilização tradicionalmente definida como berço da cultura da escrita), como aquela que inicialmente inventou a escrita cuneiforme e a arte da escrita (a escriba oficial da Suméria também era uma mulher: Enheduana). O termo refere-se a uma religião pagã universal de divindade feminina e seu culto remonta ao início da história humana, como pode ser observado nas retratações de Vênus da Pré-história. O culto à Deusa ou Deusa Mãe foi observado inicialmente na Pré-história 4 (Paleolítico e Neolítico), aonde foram encontradas estatuetas de culto, estendendo-se ao reino da Frígia,4 aonde ficou mais conhecida como Cibele, e daí à civilizações grega, romana, egípcia e babilônia aonde consolidou-se um enorme panteão de deusas. A existência do culto em várias culturas não-frígias evidencia no entanto que Cibele é tão-somente a manifestação local desta divindade, a qual era identificada, entre os gregos, à deusa Reia. Estudos apontam que a ascensão do patriarcado, iniciada com os hebreus, na religião fez com que a tradição de adoração à deusa se tornasse ameaçadora à consolidação do poder pelos homens, como no culto da Nossa Senhora, cuja intensa adoração instaura uma competição com a própria idéia de Deus e de Jesus, como reclamam os protestantes. As deidades que se encaixam na moderna concepção de deusas mães tem sido claramente adoradas em muitas sociedades até a atualidade. James Frazer (autor de A rama dourada) e aqueles a quem influenciou (como Robert Graves e Marija Gimbutas) avançaram a teoria de que todo o culto na Europa e Egeu que incluiu qualquer tipo de Deusa Mãe tinha origem nos matriarcados neolíticos pré-indoeuropeus, e que as diferentes deusas de localidades distintas eram equivalentes. Ainda que esta idéia tenha tido boa aceitação como categoria útil para a mitografia, a idéia de que na antiguidade se cria que todas estas deusas eram intercambiáveis, tem sido objeto de estudo de diversos autores,como James Frazer, J. J. Bachofen, Joseph Campbell, James Melaart, Merlin Stone, Jane Ellen Harrison, Marija Gimbutas, Walter Burkert, entre muitos outros. A arqueologia pré-histórica, como por exemplo no sítio de Çatalhüyük, e a mitologia pagã registram esta origem do culto à Deusa Mãe e do ocre vermelho. As mais recentes descobertas de uma religião humana remontam, inicialmente, ao culto aos mortos (300.000 a.C.) e ao intenso culto da cor vermelha ou ocre associado ao sangue menstrual e ao poder de dar a vida. Na mitologia grega, a chamada mãe de todos os deuses, a deusa Reia (ou Cibele, entre os romanos), exprime este culto na própria etimologia: reia significa terra ou fluxo.11 O acadêmico Joseph Campbell argumenta que Adão—do hebraico אדם relacionado tanto a adamá ou solo vermelho ou do barro vermelho, quanto a adom ou vermelho, e dam, sangue—foi criado a partir do barro vermelho ou argila. A identidade da religião com a Mãe Terra, a fertilidade, a origem da vida e da manutenção da mesma com a mulher, seria, segundo Campbell, retratada também na Bíblia: ...a santidade da terra, em si, porque ela é o corpo da Deusa. Ao criar, Jeová cria o homem a partir da terra [da Deusa], do barro, e sopra vida no corpo já formado. Ele próprio não está ali, presente, nessa forma. Mas a Deusa está ali dentro, assim como continua aqui fora. O corpo de cada um é feito do corpo Dela. Nessas mitologias dá se o reconhecimento dessa espécie de identidade universal. Diversos autores modernos analisam a história da criação do "Gênesis" sob uma perspectiva não-cristã a qual seria definir a Bíblia como uma narrativa alegórica sobre a divindade hebraica Yavé suplantando a Deusa mãe, representada pela árvore da vida, e a religião hebraica suplantando este culto. Isto é demonstrado na passagem sobre a origem do pecado em que o conhecimento proibido relaciona-se a sexo, sexualidade, e reprodução, especialmente o conhecimento de que os homens participam da reprodução e que a estória descreve o processo pelo qual sociedades matriarcais tradicionais foram substituidas por sociedades patriarcais. Diversos autores discutem sobre várias religiões do Oriente Próximo, muitas das quais representavam a Deusa mãe por uma serpente e outras por uma simbologia de comunhão realizada pelo ato de comer uma fruta de uma árvore que crescesse perto do altar dedicado à Deusa. Estas deusas, primeira e única Deusa Criadora, também representava o Conhecimento, a Criatividade Humana, sexo, sexualidade, reprodução, novos ciclos e/ou Destino. São várias as similaridades entre a história da criação no Enuma Elish e a história da criação no Livro do Génesis. O Génesis descreve seis dias de criação, seguido de um dia de descanso, enquanto que o Enuma Elish descreve a criação de seis deuses e um dia de descanso. Em ambos a criação é feita pela mesma ordem, começando na Luz e acabando no Homem. A deusa Tiamat é comparável ao Oceano no "Génesis", sendo que a palavra hebraica para oceano tem a mesma raiz etimológica que Tiamat .