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terça-feira, 16 de julho de 2013

Textos das Pirâmides

Hieróglifos (Textos das Pirâmides) na parede da Pirâmide de Unas
Muito é dito sobre os “Textos das Pirâmides” quando se estuda o Antigo Egito, mas é de pouco conhecimento que esses textos estejam disponíveis na internet para estudiosos e/ou apaixonados pela cultura dos antigos egípcios. Os Textos das Pirâmides são um repertório de orações, feitiços, crenças religiosas e parte da cosmologia antiga registradas em passagens, em câmaras e antecâmaras nas pirâmides do Antigo Reino a fim de ajudar o faraó a garantir a sua vida eterna. Eles são uma coleção de textos, sem ordem aparente, que eram usado durante a cerimônia fúnebre. Os textos das pirâmides são os mais antigos textos religiosos conhecidos no mundo. Foram escritos durante as dinastias V à VIII. Os mais antigos foram descobertos na pirâmide de Unas, último rei da V dinastia. Também foram encontrados nas pirâmides de Teti, Pepi I, Merenre, Pepi II e Kakara Ibi e as esposas de Pepi II, todos na necrópole de Saqqara. Com a evolução dos “Textos das Pirâmides” criou-se o “Textos dos sarcófagos”, que durante o Primeiro Período Intermediário do Egito começou a ser escrito no sarcófagos dos nobres. No Reino Médio são de dois tipos: pessoais; Que narra a vida do falecido, ou jurídica; descrevendo o legado de sua propriedade. Com a evolução dos pensamentos egípcios a imortalidade não era mais um privilégio exclusivo do Faraó, já era possível para as classes mais altas terem esse mesmo privilégio. Durante o Império Novo começou a escrever em papiros que eram depositados no interior do sarcófagos, dando origem ao chamado Livro dos Mortos, que descreve o que deve ser feito com o espírito do falecido para alcançar a vida eterna. Os relatos constituem em teorias da criação, várias lendas e textos sobre ressurreição ou a identificação com os deuses. Quando eles foram escritos, os textos deviam ser muito conhecidos, pelo menos nos círculos religiosos e por isso é muito possível que eles tenham sido escritos em outros monumentos que não chegaram até nós, muito antes mesmo dos registrados na pirâmide de Unas. A pirâmide de Unas, onde os primeiros textos foram escritos, consiste inteiramente de 228 declarações, que mais tarde com outros textos das pirâmides chegaram a ter um número três vezes maior. Os textos foram descobertos em 1881 por Gaston Maspero. Esses textos foram compilados por alguns estudiosos como Samuel AB Mercer, Kurt Heinrich Sethe, Sleepers Louis entre outros.

Metamorfoses

Coleção de Hayden White e Margaret Brose. Capa do Livro XV.
 Borda decorativa adicionada posteriormente, 1556.
Metamorfoses é uma das obras mais famosas e considerada como a magnum opus do poeta latino Ovídio. O poema narrativo foi tornado público por volta do ano 8,6 e, ao lado de Fastos, trata-se talvez de um de seus poemas inconclusos por conta do exílio que sofreu no Ponto Euxino, costa do Mar Negro, região distante de Roma. É desconhecida a causa do exílio, mas existem duas hipóteses: ou Augusto não tenha gostado do âmbito de sua obra desde A Arte de Amar, e as Metamorfoses de Ovídio, ao contrário do pensamento de ordem e estabilidade do imperador, mostram um mundo em constante mutação, ou o poeta romano foi indiscreto a respeito de algum aspeto íntimo do soberano ou de sua família. A estrutura de Metamorfoses constitui-se de 15 livros escritos em hexâmetro dactílico com cerca de 250 narrativas em doze mil versos compostos em latim, e que transcorrem poeticamente sobre a cosmologia e a história do mundo, confundido deliberadamente ficção e realidade, narrando a transfiguração dos homens e dos deuses mitológicos em animais, árvores, rios, pedras, representando o princípio dos tempos, chegando à apoteose de Júlio César e ao próprio tempo do poeta, ou seja, o Século de Augusto (43 a.C. - 14 d.C.). Este ciclo histórico apresenta a mitologia como uma etapa no desenvolvimento do mundo e do homem: Ovídio segue o conceito de Hesíodo e nos mostra as quatro idades cronológicas da mitologia clássica (conhecidas como a Idade do Ouro, a Idade de Prata, a Idade do Bronze, e a Idade do Ferro). Aproveitando tal abordagem das Eras do Homem, Ovídio uniu livremente os deuses aos mortais em histórias de amor, incesto, ciúme, crime. Contemporâneo de Horácio e Virgílio, Ovídio deu novo acabamento literário aos mitos gregos que haviam sido aproveitados pelo Império Romano quando esse conquistou a Grécia. Assim, poetas como Homero e Pausânias foram de fundamental importância para sua inspiração. Embora as personagens sejam mitológicas, o caráter de seus diálogos e contos são permeados por humanidade. Em Metamorfoses, ele desenvolveu e até popularizou os mitos mais famosos e mais lembrados da mitologia grega, tais como o de Midas, Orfeu, Eros, Psiquê, Zeus, Afrodite, Baco, Narciso, entre outros. Outro aspecto apresentado em seu poema é o Caos, confusão de todos os elementos que se supõe ter precedido a criação do universo, e que o poeta se refere em latim como rudis indigestaque moles ("massa informe e confusa"). A Metamorfoses de Ovídio permanece até hoje como um dos trabalhos poéticos mais aclamados sobre mitologia, e o poema mais influente da história da poesia e da arte - poucas foram as obras poéticas que inspiraram tantas formas artísticas como a literatura, a música, a arquitetura, a pintura. Seu caráter social e espiritual acerca dos ciclos históricos do homem influenciou também a filosofia, notavelmente o Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens (1989), de Jean-Jacques Rousseau. Preservado pelo gosto da cultura ocidental através dos séculos, inspirou, entre outros autores, Dante, Shakespeare, Cruz e Sousa, Franz Kafka, Manoel de Barros, e pintores ou escultores tão diversos como Michelangelo, Rafael, Tiziano, Correggio, Veronese, Caravaggio, Rubens, Bernini, Velásquez, Rembrant, Delacroix, entre tantos outros. Figura, portanto, como uma das mais importantes obras clássicas da mitologia greco-romana e da literatura latina.

Hesíodo

Hesíodo e a Musa, de Gustave Moreau.
O poeta é representado aqui com uma lira, o que
contradiz o relato apresentado pelo próprio
Hesíodo, no qual o presente foi um ramo de louros.
Hesíodo (em grego: Ἡσίοδος, transl. Hēsíodos) foi um poeta oral grego da Antiguidade, geralmente tido como tendo estado em atividade entre 750 e 650 a.C., por volta do mesmo período que Homero. Sua poesia é a primeira feita na Europa na qual o poeta vê a si mesmo como um tópico, um indivíduo com um papel distinto a desempenhar. Autores antigos creditavam a ele e a Homero a instituição dos costumes religiosos gregos, e os acadêmicos modernos referem-se a ele como uma das principais fontes para a religião grega, as técnicas agriculturais, o pensamento econômico (chegou a ser referido, por vezes, como o primeiro economista), a astronomia grega arcaica e o estudo do tempo. Hesíodo utilizou diversos estilos do verso tradicional, incluindo a poesia gnômica, hínica, genealógica e narrativa, porém não foi capaz de dominar todas com a mesma fluência; as comparações com Homero costumam lhe ser desfavoráveis. Nas palavra de um estudioso moderno de sua obra, "é como se um artesão, com seus dedos grandes e desajeitados, estivesse imitando, paciente e fascinadamente, a costura delicada de um alfaiate profissional." Três obras atribuídas a Hesíodo por comentaristas antigos sobreviveram: Os Trabalhos e os Dias (ou As Obras e os Dias), a Teogonia, e O Escudo de Héracles (embora exista alguma dúvida a respeito da autoria deste último, tido por alguns estudiosos como sendo do século VI a.C.). Outras obras atribuídas a ele existem apenas na forma de fragmentos. As obras e fragmentos existentes foram todos escritos na língua e na métrica convencional da poesia épica. Alguns autores antigos chegaram a questionar a autenticadade da Teogonia (Pausânias, 9.31.3), embora o autor cite a si mesmo pelo nome no poema (verso 22). Embora sejam diferentes em diversos aspectos, a Teogonia e Os Trabalhos e os Dias partilham uma prosódia, uma métrica e uma linguagem característica, que o distinguem sutilmente da obra de Homero e do Escudo de Héracles. (ver O grego de Hesíodo). Além disso, ambos se referem à mesma versão do mito de Prometeu. Ambos os poemas, no entanto, podem conter interpolações; os primeiros dez versos do Trabalhos e Dias, por exemplo, podem ter sido apropriados de um hino órfico a Zeus. Alguns estudiosos detectaram uma perspectiva proto-histórica em Hesíodo, um ponto de vista rejeitado pelo professor de história grega da Universidade de Cambridge, Paul Cartledge, por exemplo, que alega que Hesíodo advogaria uma visão centrada nas recordações, sem qualquer ênfase na verificação dos fatos. Hesíodo também foi considerado o pai do verso gnômico. Tinha "uma paixão por sistematizar e explicar as coisas". A poesia grega antiga em geral tinha fortes tendências filosóficas, e Hesíodo, como Homero, demonstra grande interesse numa ampla gama de questões 'filosóficas', que vão da natureza da justiça divina aos inícios da sociedade humana. Aristóteles (Metafísica, 983b-987a) acredita que a questão das primeiras causas pode até mesmo ter começado com Hesíodo (Teogonia, 116-53) e Homero (Ilíada, 14.201, 246). Hesíodo via o mundo de fora do círculo encantado dos governantes aristocráticos, protestando contra suas injustiças num tom de voz que foi descrito como tendo uma "qualidade ranzinza redimida por uma dignidade lúgubre", porém ele também se mostrava capaz de alterar esse tom para se adequar ao público. Esta ambivalência parece permear sua apresentação da história humana nos Trabalhos e Dias, onde ele descreve um período de ouro no qual a vida era fácil e boa, seguida por um declínio constante no comportamento e felicidade do homem ao longo das idades de Prata, Bronze e Ferro - porém ele insere entre estes dois últimos períodos uma era histórica, representando assim estes homens belicosos sob uma luz mais favorável que seus antecessores, da Idade do Bronze. Ele parece estar, neste caso, querendo satisfazer duas visões de mundo distintas, a épica e a aristocrática, com aquela apresentando pouca simpatia pelas tradições heróicas da aristocracia. Para Werner Jaeger, famoso helenista alemão, com Hesíodo surge o subjetivo na literatura. Na época antiga, o poeta era um simples veículo comandado pelas Musas; já Hesíodo assina sua obra para fazer uma história pessoal. Após exaltar as Musas que o inspiram, diz ele no começo da Teogonia: "Foram elas que, certo dia, ensinaram a Hesíodo um belo canto, quando ele apascentava suas ovelhas ao pé do Hélicon divino".

segunda-feira, 15 de julho de 2013

inscrição de Behistun

Na segunda parte do livro III (3. 67-160), Heródoto relata os acontecimentos da história da Pérsia que propiciaram a ascensão de Dario ao poder, após a morte de Cambises. Os mesmos factos figuram na célebre inscrição de Dario, gravada num rochedo de Behistun, a cerca de trinta quilómetros da actual região de Kermanshch, no Curdistão. Escrita em alfabeto cuneiforme, em persa antigo, neo-babilónico e elamita, data provavelmente de 519-518 a.C. e é a mais longa e notável das inscrições reais aqueménidas, redigidas entre 539 e 338 a.C. Monumento heróico, glorifica o estatuto do rei Dario e a sua relação com o deus nacional dos Persas. Apresenta-se como um texto histórico, que relata os acontecimentos entre 522 e 520 a.C., desde os motivos que levaram à ascensão de dario ao trono, até ao fim do primeiro ano do seu reinado. Numerosas cópias da inscrição de Behistun foram distribuídas pelo império: um fragmento de papiro escrito em aramaico é apenas um vestígio dos exmplares que circularam pelo Egipto, durante o último quartel do século V A.C.

domingo, 14 de julho de 2013

ON PROFESSOR MAX MÜLLER (Written for the Brahmâvadin, from London, June 6, 1896.)

~ ON PROFESSOR MAX MÜLLER (Written for the Brahmâvadin, from London, June 6, 1896.) ~

Though the ideal of work of our Brahmavâdin should always be "कर्मण्येवाधिकारस्ते मा फलेषु कदाचन — To work thou hast the right, but never to the fruits thereof", yet no sincere worker passes out of the field of activity without making himself known and catching at least a few rays of light. The beginning of our work has been splendid, and the steady earnestness shown by our friends is beyond all praise. Sincerity of conviction and purity of motive will surely gain the day; and even a small minority, armed with these, is surely destined to prevail against all odds. Keep away from all insincere claimants to supernatural illumination; not that such illumination is impossible, but, my friends, in this world of ours "lust, or gold, or fame" is the hidden motive behind ninety per cent of all such claims, and of the remaining ten per cent, nine per cent are cases which require the tender care of physicians more than the attention of metaphysicians. The first great thing to accomplish is to establish a character, to obtain, as we say, the प्रतिष्ठिता प्रज्ञा (established Wisdom). This applies equally to individuals and to organised bodies of individuals. Do not fret because the world looks with suspicion at every new attempt, even though it be in the path of spirituality. The poor world, how often has it been cheated! The more the संसार that is, the worldly aspect of life, looks at any growing movement with eyes of suspicion, or, even better still, presents to it a semi-hostile front, so much the better is it for the movement. If there is any truth this movement has to disseminate, any need it is born to supply, soon will condemnation be changed into praise, and contempt converted into love. People in these days are apt to take up religion as a means to some social or political end. Beware of this. Religion is its own end. That religion which is only a means to worldly well-being is not religion, whatever else it may be; and it is sheer blasphemy against God and man to hold that man has no other end than the free and full enjoyment of all the pleasure of his senses. Truth, purity, and unselfishness — wherever these are present, there is no power below or above the sun to crush the possessor thereof. Equipped with these, one individual is able to face the whole universe in opposition. Above all, beware of compromises. I do not mean that you are to get into antagonism with anybody, but you have to hold on to your own principles in weal or woe and never adjust them to others' "fads" through the greed of getting supporters. Your Âtman is the support of the universe — whose support do you stand in need of? Wait with patience and love and strength; if helpers are not ready now, they will come in time. Why should we be in a hurry? The real working force of all great work is in its almost unperceived beginnings. Whoever could have thought that the life and teachings of a boy born of poor Brâhmin parents in a wayside Bengal village would, in a few years, reach such distant lands as our ancestors never even dreamed of? I refer to Bhagavan Ramâkrishna. Do you know that Prof. Max Müller has already written an article on Shri Ramakrishna for the Nineteenth Century, and will be very glad to write a larger and fuller account of his life and teachings if sufficient materials are forthcoming? What an extraordinary man is Prof. Max Müller! I paid a visit to him a few days ago. I should say, that I went to pay my respects to him, for whosoever loves Shri Ramakrishna, whatever be his or her sect, or creed, or nationality, my visit to that person I hold as a pilgrimage. "मद्भक्तानां च ये भक्तास्ते मे भक्ततमा मताः — They who are devoted to those who love Me — they are My best devotees." Is that not true? The Professor was first induced to inquire about the power behind, which led to sudden and momentous changes in the life of the late Keshab Chandra Sen, the great Brâhmo leader; and since then, he has been an earnest student and admirer of the life and teachings of Shri Ramakrishna. "Ramakrishna is worshipped by thousands today, Professor", I said. "To whom else shall worship be accorded, if not to such", was the answer. The Professor was kindness itself, and asked Mr. Sturdy and myself to lunch with him. He showed us several colleges in Oxford and the Bodleian library. He also accompanied us to the railway station; and all this he did because, as he said, "It is not every day one meets a disciple of Ramakrishna Paramahamsa." The visit was really a revelation to me. That nice little house in its setting of a beautiful garden, the silverheaded sage, with a face calm and benign, and forehead smooth as a child's in spite of seventy winters, and every line in that face speaking of a deep-seated mine of spirituality somewhere behind; that noble wife, the helpmate of his life through his long and arduous task of exciting interest, overriding opposition and contempt, and at last creating a respect for the thoughts of the sages of ancient India — the trees, the flowers, the calmness, and the clear sky — all these sent me back in imagination to the glorious days of Ancient India, the days of our Brahmarshis and Râjarshis, the days of the great Vânaprasthas, the days of Arundhatis and Vasishthas. It was neither the philologist nor the scholar that I saw, but a soul that is every day realising its oneness with the Brahman, a heart that is every moment expanding to reach oneness with the Universal. Where others lose themselves in the desert of dry details, he has struck the well-spring of life. Indeed his heartbeats have caught the rhythm of the Upanishads "तमेवैकं जानथ आत्मानमन्या वाचो विमुञ्चथ — Know the Atman alone, and leave off all other talk." Although a world-moving scholar and philosopher, his learning and philosophy have only led him higher and higher to the realisation of the Spirit, his अपरा विद्या (lower knowledge) has indeed helped him to reach the परा विद्या (higher knowledge). This is real learning. विद्या ददाति विनयम् — "Knowledge gives humility." Of what use is knowledge if it does not show us the way to the Highest? And what love he bears towards India! I wish I had a hundredth part of that love for my own motherland! Endued with an extraordinary, and at the same time intensely active mind, he has lived and moved in the world of Indian thought for fifty years or more, and watched the sharp interchange of light and shade in the interminable forest of Sanskrit literature with deep interest and heartfelt love, till they have all sunk into his very soul and coloured his whole being. Max Müller is a Vedantist of Vedantists. He has, indeed, caught the real soul of the melody of the Vedanta, in the midst of all its settings of harmonies and discords — the one light that lightens the sects and creeds of the world, the Vedanta, the one principle of which all religions are only applications. And what was Ramakrishna Paramahamsa? The practical demonstration of this ancient principle, the embodiment of India that is past, and a foreshadowing of the India that is to be, the bearer of spiritual light unto nations. The jeweller alone can understand the worth of jewels; this is an old proverb. Is it a wonder that this Western sage does study and appreciate every new star in the firmament of Indian thought, before even the Indians themselves realise its magnitude? "When are you coming to India? Every heart there would welcome one who has done so much to place the thoughts of their ancestors in the true light", I said. The face of the aged sage brightened up — there was almost a tear in his eyes, a gentle nodding of the head, and slowly the words came out: "I would not return then; you would have to cremate me there." Further questions seemed an unwarrantable intrusion into realms wherein are stored the holy secrets of man's heart. Who knows but that it was what the poet has said— तच्चेतसा स्मरति नूनमबोधपूर्वं । भावस्थिराणि जननान्तरसौहृदानि ॥ —"He remembers with his mind the friendships of former births, firmly rooted in his heart." His life has been a blessing to the world; and may it be many, many years more, before he changes the present plane of his existence!

O escriba

O escriba ou escrivão era aquele que na Antiguidade dominava a escrita e a usava para, a mando do regente, redigir as normas do povo daquela região ou de uma determinada religião. Também podia exercer as funções de contador, secretário, copista e arquivista. O Escriba do Antigo Egito, ou sesh, era uma pessoa educada nas artes da escrita (usando tanto escritas hieróglifas e hieráticas, e da segunda metade do primeiro milenio AC a escrita Demotica foi usada também) e dena (aritmetica). Filhos de escribas eram educados na mesma tradição escriba, enviados à escola e ao entrarem ao serviço civil, herdaram as posições de seus pais.4 Muito do que é sabido do Antigo Egito provem das atividades dos escribas. Edifícios monumentais foram erigidos sob suas supervisões, atividades administrativas e economicas eram documentadas por eles, e os contos das bocas das baixas classes egípcias ou de terras estrangeiras sobreviveram graças ao escribas.6 Escribas também eram considerados parte da corte real e não eram obrigados a pagar taxas ou se juntar às forças armadas. A profissão do escriba possuía profissões similares, como os pintores e artesãos que faziam decorações e outras relíquias com pinturas e textos hieróglifos. Um escriba era eximido do trabalho manual pesado exigido às baixas classes. Nos livros sagrados para os cristãos e judeus, o termo escriba refere-se aos chamados doutores e mestres (cf. Mateus 22,35; Lucas 5,17), ou seja, homens especializados no estudo e na explicação da lei ou Torá. Embora o termo apareça pela primeira vez no livro de Esdras, eles eram bem sucedidos ao que faziam e sabe-se que tinham grande influência e eram muito considerados pelo povo, tendo existido escribas partidários de diferentes seitas, tais como os fariseus (a maioria), saduceus e essênios. Iniciam sua atuação ainda nos tempos do Antigo testamento, em que a figura do profeta perde o seu valor. Já no Novo testamento, é possível verificar que a maioria dos escribas se opõe aos ensinamentos de Jesus (cf. Marcos 14,1; Lucas 22,1), que os critica duramente por causa do seu proceder legalista e hipócrita (cf. Mateus 23,1-36; Lucas 11,45-52; 10,46-47), comparando-o ao dos fariseus, a corrente de escribas que representava a maioria. Após o desaparecimento do templo de Jerusalém no ano 70, seguido do desaparecimento da figura do sacerdócio judaico, sua influência passaria a ser ainda maior. Alguns escribas ficariam famosos, tais como Hillel e Sammai (pouco antes de Jesus Cristo), tendo sido ambos líderes de tendências opostas na interpretação da lei, liberal o primeiro e rigoroso o segundo. Gamaliel, discípulo de Hillel, foi mestre de Paulo (cf. Atos 22,3), tendo existido também outros escribas simpatizantes com os cristãos. (cf. Atos 5,34).

Linear B

A escrita Linear B foi utilizada pelos povos micênicos entre os séculos XV a.C. e XII a.C., derivada provavelmente da escrita denominada Linear A, que por enquanto ainda não foi decifrada. A Linear B foi encontrada talhada em algumas tabuinhas de argila e vasos nos palácios de Pilos, Micenas, Tirinto e Tebas e em Cnossos e Cidônia. O primeiro objeto contendo tais inscrições foi identificado pelo arqueólogo Sir Arthur Evans em 1886, quando ele ainda morava em Oxford. Tendo sido informado que o objeto era originário da ilha de Creta, Evans visitou a ilha em 1893, 1895 e 1896 em companhia do amigo John Myres. Lá ele descobriu que algumas das pequenas tabuinhas estavam sendo usadas pelas mulheres da ilha como adorno, por acreditarem tratar-se de amuletos, denominados γαλόπετρες (galopetres, "pedras de leite"). Em 1896 Evans iniciou as negociações para comprar o terreno de cujas ruínas supostamente se originavam as tabuinhas. Por causa da conturbada situação política da época, ele só pôde concretizar a compra totalmente em 1899. Evans contratou por telegrama Duncan Mackenzie, um arqueólogo de renome, a quem colocou como diretor do projeto e a 23 de março de 1900 as escavações se iniciaram. A partir de 5 de abril, foi localizada uma grande quantidade destas tabuinhas, feito que se repetiu em escavações posteriores durante a década de 1900. Entretanto, a linguagem que elas continham só foi decifrada na década de 1950 pelos arqueólogos de origem inglesa Michael Ventris e John Chadwick. Provavelmente Sir Arthur teria sido capaz de decifrar essa escrita, mas ele acreditava ser uma escrita que não possuía nenhuma relação com o grego arcaico, diferentemente de Ventris e Chadwick, que conseguiram decifrar a escrita Linear B correlacionando-a com o grego antigo. Acredita-se que essa escrita provavelmente era utilizada somente em certos registros como os contábeis, pois nenhum artefato contendo tais inscrições foi encontrado fora das regiões palacianas.A finalidade de praticamente todas as inscrições encontradas era a de registrar a administração do palácio durante um período de um ano. Quando passava o ano administrativo, as tabuinhas eram destruídas e começava-se novamente. Há, porém, casos em que as tabuinhas que ainda se guardavam do ano anterior.As tabuinhas são listas de compras, vendas ou entregas de produtos manufaturados ou matérias primas (prendas, bronze, azeite etc.), de gado ou de escravos a particulares, oficinas ou outros palácios, inventários (de armas, carros, cavalos etc.), oferendas a deidades ou a santuários (de mel, vinho etc.), listas de trabalhadores do palácio, o seu trabalho e remuneração etc. Apesar de os textos serem monótonos, ajudaram a conhecer aspectos de uma sociedade anterior à grega arcaica, da qual temos muitos mais dados. Com estas listas foi possível descobrir como funcionava o governo desta cultura, os tipos de trabalhos dentro do palácio, como era a sua [[Civilização Micênica|economia, nomes dos principais deuses, tipos e partes de armaduras e carros, valor das unidades de medida, fases de elaboração de alguns objetos manufaturados, nomes de territórios, festas populares, nomes de meses, etc. Não há nenhum tipo de inscrição literária, nem parece uma possibilidade viável pelo tipo de escrita que é a Linear B. O principal material de suporte das inscrições escritas em Linear B conservado foi a argila cozida. Chegou até a atualidade quase por acaso, pois os micênicos não coziam a argila, mas deixavam-na secar ao ar uma vez escrita. Contudo, quando se foram produzindo as sucessivas quedas dos palácios, com os incêndios dos mesmos, ficaram cozidos todos os objetos de argila seca. A dificuldade de tratar estes objetos ao encontrá-los fica em que a diferente quantidade de oxigênio que havia durante o cozimento (até mesmo em diferentes partes da mesma peça) e os muitos fragmentos em que se encontram por terem caído de estantes torna muito complicada a sua reconstrução completa. Podem ser distinguidos vários tipos de suportes: As tabuinhas, que por sua vez têm duas formas diferentes As etiquetas Os nódulos Signos em vasilhas As tabuinhas são os documentos mais numerosos que nos chegaram com inscrições. São suportes de argila com duas formas: as maiores, a de folha de página, retangulares com uma armação interna de palhas para evitar roturas, e as menores e alongadas ou de folha de palma, um canudo de argila esmagada nas mãos. As tabuinhas de folha de palma são menores e costumam conter duas ou três linhas de informação. As tabuinhas de folha de página são maiores, e portanto, dão mais informação. Provavelmente uma única colhia a informação de várias tabuinhas de folha de palma. Colecionavam-se em caixas feitas de vime. As etiquetas são retângulos de argila que se pregavam nas cestas de armazenamento (por exemplo, de tabuinhas). Sabe-se que este era o seu uso porque na parte posterior das etiquetas ficaram impressas as fibras do vime da cesta à que estavam pregadas. Os nódulos são pequenos cones de argila unidos mediante um cordão. Normalmente vão junto aos rebanhos ou manadas de animais, dando informação sobre as reses. Os signos sobre vasilhas são caracteres da Linear B pintados em vasilhas. Muitas vezes são apenas um símbolo que poderia indicar a propriedade ou o fabricante. Em outros casos são inscrições mais longas, às vezes complicadas de ler, que costumam indicar a procedência.

Linear A

Escrita Linear A em fragmentos de cerâmica (Akrotiri).
Linear A é um dos dois sistemas de escrita (o outro é a escrita pictográfica ou, menos correctamente, hieroglífica cretense) utilizados na Creta minóica anteriormente à sua sucessora, a Linear B micênica, utilizada para grafar a língua helênica dos invasores oriundos do continente (c. 1 450 a.C.). O alfabeto Linear A, nome cunhado por Arthur Evans, é a transformação e simplificação da escrita ideogramática que provém da escrita do período neopalaciano. Evans especulou que se tenha tornado em escrita por volta de 1 800 a.C., mas essa visão foi recentemente rejeitada com a descoberta de símbolos de transição. Os elementos iconográficos se sistematizaram tornando a escrita mais fluída. Mas a transição de uma escrita para a outra foi tão lenta que ambos os sistemas estiveram em vigor em paralelo. Esta escrita é chamada de linear porque é composta de sinais, que apesar de derivados dos ideogramas, já não são reconhecíveis como representações de objetos, mas composta por formações abstratas. Os documentos descobertos até agora são inscrições em tabelas de argila e outros objetos de culto. Os textos em Linear A do palácio Hagia Triada são os mais numerosos: foram descobertos 150 pequenas placas de argila onde são listadas transações e armazenamentos. Textos similares foram encontrados em Cnossos, Malia, Festo, Talyssos, Palecastro, Archanes e Cato Zacro. Os texto incluem títulos que indicam os prováveis locais e personagens. O sistema de numeração era diferente da escrita hieroglífica. Cerca de 100 símbolos foram amplamente utilizados em Linear A. Destes, doze eram ideogramas, apresentados separadamente em listas antes dos números. O sistema Linear A teve variações locais, havendo, no entanto, elementos comuns. Certo número de inscrições tinha um caráter mágico e religioso. Elas foram gravados ou escritas em utensílios de rituais, jarras, tabuinhas de oferendas, colheres de pedra, copos e xícaras de toda Creta. De fato, acredita-se que em 1 600 a.C. o Linear A era usado em toda ilha. Mas a maioria dos textos deste período foram escritos em cartazes de barro em forma de pastilhas retangulares. Embora seja certo que a língua destas tabuinhas é minoica, uma vez que ainda não foi decifrada, muitos reconhecem os elementos de uma língua semítica, luvita ou indo-europeia. Através da aplicação de valores fonéticos que são conhecidos que se aplicam na escrita Linear B, alguns pesquisadores conseguiram produzir uma variedade de interpretações de textos escritos em Linear A. Foi também identificado um sistema de numeração decimal: linhas verticais para as unidades, pontos ou linhas horizontais para dezenas, pequenos círculos para as centenas e círculos com raio para os milhares. A direção da escrita foi da esquerda para a direita. Inscrições curtas nesta escrita são encontrados em gessos em Cnossos e Hagia Triada, em inscrições de muitos selos e em pithoi (vasos de barro de grandes dimensões) de diversas origens. As inscrições nos pithoi incluem geralmente três ou quatro sinais e são, portanto, tetrassilábicas ou trissilábicas e possivelmente significam o nome dos proprietários ou dos fabricantes dos pithoi, sem excluir o nome dos deuses, o conteúdo ou nomes de lugares. Linear A incisa em vaso (Akrotiri) A maior dificuldade para a leitura do Linear A é o fato de muito poucos textos terem sido preservados e muitos dos documentos encontrados serem apenas fragmentos, tornando difícil aplicar com alguma probabilidade de sucesso o método utilizado para a descodificação do sistema Linear B, com o qual tem semelhanças, mas também diferenças. Sítios que possuem um grande número de tabuinhas são sítios que foram queimados em 1450 a.C., onde o fogo cozeu as tabuinhas de argila, permitindo a sua conservação. Para outros locais, a descoberta de documentos em Linear A é mais aleatória. A expansão do comércio durante o segundo período palaciano minoico resultou na disseminação da escrita minoica nas ilhas e na Grécia continental. Há amostras conhecidas em Milos, Ceos, Citera, Naxos e Santorini.

koiné

O grego helenístico ou koiné (no grego moderno Ελληνιστική Κοινή , literalmente "koiné helenístico", ou Κοινή Ελληνική, AFI: [kʲiˈni eliniˈkʲi], "koiné grego", também conhecido como ἡ κοινὴ διάλεκτος, AFI: [i kʲiˈni ðiˈalektos], "o dialeto comum") é a forma popular do grego que emergiu na pós-Antiguidade clássica (c.300 a.C – AD 300). Outros nomes associados são alexandrino, patrístico, comum, bíblico ou grego do Novo Testamento. Os nomes originais foram koiné, helênico e macedônio (macedônico).Desenvolveu-se a partir do dialeto ático, falando na região da Ática (onde se encontra Atenas), embora tenha grande influência de elementos do jônico. O koiné foi o primeiro dialeto comum supra-regional na Grécia, e chegou a servir como um lingua franca no Mediterrâneo Oriental e no antigo Oriente Próximo ao longo do período romano. Foi também a língua original do Novo Testamento da Bíblia e da Septuaginta (tradução grega das escrituras judaicas). O koiné é o principal ancestral do grego moderno.
Apolônio Díscolo (em grego: Απολλώνιος ο Δύσκολος, em latim: Apollonius Dyscolus; floresceu no século II) é considerado um dos maiores gramáticos gregos. Nasceu em Alexandria, filho de Mnesiteu. Não são conhecidas as datas de seu nascimento e morte. Seu filho Élio Herodiano dedicou um trabalho a Marco Aurélio, onde menciona que Apolônio teria vivido entre o início e o meio do século II. Apelidado de ὁ δύσκολος, que significa "o ranzinza, ou intratável, ou difícil de agradar", por causa de sua personalidade irascível e muito analítica, viveu nos reinados de Adriano e Antonino Pio. Passou a maior parte de sua vida em sua cidade natal de Alexandria, onde morreu, e é também dito que visitou Roma e atraiu a atenção de Antonino. Foi o fundador da gramática científica e é denominado por Prisciano grammaticorum princeps. Escreveu extensivamente sobre as partes do discurso. Dos vinte livros citados na Suda, quatro ainda existem: sobre a sintaxe, ed. J. Lallot, 1997,1 e três tratados menores: sobre advérbios, sobre conjunções, e sobre pronomes, ed. Richard Schneider, 1878.

protogrego

O proto-grego ou protogrego é o suposto ancestral comum a todas as variedades do grego, incluindo o micênico, o grego clássico e seus dialetos (ático-jônico, eólico, dórico e o grego do noroeste) e, posteriormente, o koiné, o grego bizantino e o grego moderno. A maior parte dos estudiosos inclui os fragmentos da língua macedônia antiga como descendente de uma língua anterior, "proto-helênica", ou como descendente do próprio proto-grego, na qualidade de língua helênica ou mesmo de um dialeto do grego. O proto-grego teria sido falado no fim do terceiro milênio a.C., muito provavelmente nos Bálcãs. A unidade do idioma teria terminado à medida que os migrantes helênicos que falavam um ancestral do micênico, entraram na península grega, por volta dos séculos XXI a XVII a.C., e separaram-se assim dos gregos dórios, que entraram na península somente um milênio mais tarde e, portanto, mantiveram um dialeto que é considerado, em alguns aspectos, mais arcaico. A evolução do proto-grego deve ser considerada em relação a um sprachbund anterior paleo-balcânico, que torna difícil delinear as fronteiras exatas entre cada uma destas protolínguas. A representação caracteristicamente grega das laringais em início de palavra por vogais protéticas é partilhada pelo armênio, que também possui em comum com o grego outras peculiaridades fonológicas e morfológicas do grego. O parentesco entre o armênio e o grego explicaria a natureza parafilética da isoglossa centum-satem. As grandes semelhanças entre o grego antigo e o sânscrito védico sugerem que tanto o proto-grego quanto o proto-indo-iraniano ainda eram muito semelhantes a um proto-indo-europeu tardio, o que o situaria cronologicamente em algum ponto do quarto milênio a.C., ou de um proto-idioma greco-ariano posterior ao proto-indo-europeu. Esta última hipótese, no entanto, tem pouco apoio entre os linguistas, já que tanto a distribuição geográfica quanto cronológica do grego e do indo-ariano se encaixam com a hipótese Kurgan, do proto-indo-europeu.

sábado, 13 de julho de 2013

Codex Basilensis

Codex Basilensis, designated by Ee, 07 (in the Gregory-Aland numbering) or ε 55 (von Soden), is a Greek uncial manuscript of the four Gospels, dated paleographically to the 8th century. The codex is located, as its name indicates, in Basel University Library. The manuscript is lacunose, it has marginalia, and was adapted for liturgical reading. Three leaves of the codex were overwritten by a later hand; these leaves are considered palimpsests. The text of the codex represents the majority of the text (Byzantine text-type), but a small number of alien readings (non-Byzantine). It contains spurious biblical passages, but they are marked as doubtful within the text. The text of the manuscript has been cited in all critical editions of the Greek New Testament, but it is not high esteemed by scholars.The codex was available to Erasmus for his translation of the New Testament in Basel, but he never used it. The text of the manuscript was collated by Johann Jakob Wettstein[25] and the manuscript was used by John Mill in his edition of the Greek New Testament. It has been cited in printed editions of the Greek New Testament since the 18th century.

Lindau gospel

Upper cover of the Lindau gospel. 8th Century CE The Lindau gospels, MS M1 in the Morgan Library & Museum, was written and illuminated in the Abby of St. Gall, Switzerland, possibly by the scribe, Folchard, who also may have been the artist. It contains four title and four incipit pages in gold on vellum stained purple, twelve canon tables on purple backgrounds, lettered in gold and silver, 2 carpet pages. link The upper cover is very lavishly studded with large gems, and uses low repousse’ relief. The composition also centres on a cross, but here a whole Crucifixion scene with a figure of Jesus on the cross and much smaller ones of the Virgin Mary and John the Evangelist. Each of these is in a compartment below the arms of the cross, paired with iconographically unusual female figures; the matching compartments above the arms each contain two angels. Identifications for these lower figures vary; they are described by the Morgan Library as anonymous mourners, “two dishevelled female figures thought to be personifications of Christian souls saluting their Redeemer" as their file note puts it. but Peter Lasko, calls them instead “the curiously duplicated figure of St Mary Magdalen." To Needham they are Mary Magdalene and Mary Cleopas. All eight figures are represented crouching or sideways, or hovering horizontally in the case of the angels, above and below clusters of gems.